segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Serial Killer - Gary Ridgway


Ridgway nasceu em uma família aparentemente comum no estado de Utah. Sua mãe era dominadora, queixava-se de seu comportamento, porém ele era obediente e apegado aos pais, tinha um irmão mais velho e uma irmã mais nova. Ridgway não tirava boas notas na escola

Por cerca de 30 anos, trabalhou em uma firma de pintura de camionetes. Era meticuloso.

Seus parentes e conhecidos, diziam que Gary era amistoso, um pouco fechado, conversava sobre qualquer assunto por um grande período de tempo, menos de sua vida pessoal. Às vezes fazia brincadeiras sobre como capturar andarilhos.

Seus Hobbies eram caçar e de pescar. Serviu a Marinha por dois anos. Em 1970, casou a primeira vez. Tentou ser policial, mas não teve sucesso.

No ano de 1975 teve um filho com sua segunda esposa.

Suas ex-mulheres e outras ex-namoradas falaram que seu apetite sexual era insaciável. Às vezes, queria as vezes ter relações sexuais em lugares nada discretos, inclusive em locais onde corpos foram depositados.

Seu casamento à época em que foi pego era estável, já durava mais de uma década. Começaram a se encontrar em 1985 e casaram-se 3 anos depois. Quando ele foi pego, em seu primeiro depoimento ela disse não acreditar: “Ele sempre foi tão gentil… e carinhoso…” Ela só foi acreditar que ele era mesmo o assassino 2 anos após sua captura, quando ele confessou todos os crimes. (Eles se divorciaram, mas ele continuou a escrever a ela, da prisão – cartas afetuosas. Em uma, pede a ela que sempre que escutar a música tema do filme “Titanic”, lembre-se dele, que era muito grato a tudo o que ela fez por ele.)

Gary tinha uma relação de amor e ódio com prostitutas. O ódio talvez viesse de sua religião, sendo fanático. A ex-mulher afirmou que às vezes ele chorava com sermões ou lendo a Bíblia. Também ia de porta em porta pregar para a Igreja Pentecostal. Sobre as prostitutas, disse que causavam nele “o mesmo que a droga causa no viciado”.

Não há tantas informações de sua vida porque a maioria de sua família se fechou perante os repórteres.

Começo dos crimes
Os casos só foram solucionados depois de anos a partir de técnicas modernas de investigação, chamado de "Green River Killer" (assassino do rio verde), que ganhou esse nome por vários corpos das vítimas serem encontrados no rio Green, no estado de Washington.
Os primeiros corpos foram encontrados quando um homem de bote pelo rio havia encontrado algo na água. Inicialmente achou que fosse um manequim e tentou movê-lo com o remo, porém, ao cair na água viu que tratava de um corpo de uma mulher negra. Em seguida, encontrou outro corpo no local. Assustado, chamou a polícia. Quando a polícia chegou, encontrou ainda mais um corpo.

As três vítimas tinham o mesmo padrão, foram estranguladas, dentro da vagina delas, pequenas pedras.. A última vítima tinha desaparecido não haviam 24 horas. A primeira, há duas semanas, e já devia estar morta há cerca de sete dias. A segunda, há menos tempo.

Logo em seguida, dois corpos de mulheres estranguladas já haviam sido encontrados no rio há algum tempo, em datas separadas.Nem todos os corpos estavam no rio, meses antes, o corpo de uma mulher havia sido achado em um lote, distante do rio. A princípio, não se ligou este crime aos assassinatos do Green River, mas depois mudou-se esta ideia. Uma força-tarefa enorme foi montada: não bastava descobrir o assassino – era necessário pará-lo. Os especialistas do FBI, John Douglas e Robert Keppel, já conhecidos por resolverem no caso do serial killer Ted Bundy, foram chamados.

inicialmente foi descoberto que algumas das vítimas eram conhecidas umas das outras, e estavam envolvidas com prostituição. Muita informação chegou aos investigadores, que se acharam perdidos, pois eram dados conflitantes. As tentativas de se obter informações interrogando nos pontos de prostituição foram difíceis, pois as moças eram relutantes em contatar com a polícia. Duas ajudaram, contaram histórias semelhantes, de que um homem, em uma camionete azul com branca, havia as abordado com um revólver e as estuprado, em ocasiões distintas.

Suspeitos
O dono da camionete foi encontrado. Mas ele não correspondia, afinal, ao padrão, pois deixou as vítimas escaparem. Além disso, tinha bons álibis que não correspondiam com as datas dos assassinatos. Por fim, enquanto ele era investigado, uma mulher grávida de 8 meses desapareceu. Ela também freqüentava zonas de prostituição.

Pouco antes dela, mais duas mulheres haviam sumido.

As suspeitas recaíram sobre uma das várias pessoas que se ofereceram para ajudar a polícia, um taxista. Ele preenchia o perfil do criminoso feito pelo FBI – por exemplo, poder deslocar-se com facilidade, de ter conhecimento da região e etc., também conhecia grande parte das vítimas. Por falta de evidências, a polícia não pôde prendê-lo. Mas ele continuou a ser investigado.

No mês de setembro, mais um corpo encontrado. Até abril do ano seguinte, nada menos que 14 mulheres sumiram. A grande maioria, prostitutas, em torno dos 15 a 23 anos. Mas também caronistas. O namorado da última vítima, Marie Malvar, também prostituta, testemunhou, dizendo que a viu entrar em uma camionete preta. Parecia que ela e o motorista brigavam, e o namorado tentou seguir o veículo, mas acabou o perdendo de vista em um sinal. Já que ela não retornou, entrou em contato com a polícia.

O namorado da vítima encontrou dias depois a mesma camionete. Desta vez conseguiu segui-la descobrindo o endereço do proprietário: Gary Ridgway. Em seguida, contatou a polícia novamente.

Detector de mentiras
Abordado pelos agentes, Ridgway disse que nunca viu na vida Malvar. A polícia se deu por satisfeita. Depois, Gary Ridgway passou pelo polígrafo e não foram detectadas mentiras.

Outros desaparecimentos ligado a uma camionete parecida foram relatados, mas os dados nunca foram plenamente cruzados.

Suspeitos demais, desaparecimentos demais ainda ocorrendo…

FBI enviou agentes para dar um maior apoio à investigação.

Uma vítima foi encontrada com uma "assinatura" um pouco diferente do padrão. Um peixe no pescoço, outro em um seio, uma garrafa na vagina e um pedaço de carne em uma mão. Os meses seguintes, a rotina de desaparecimentos de prostitutas e corpos encontrados estrangulados continuaram. Mas o assassino mudara o local em que escondia os corpos. Começou a usar depósito ilegais de lixo ou locais semelhantes, e cobria as vítimas com arbustos e folhas secas.

No começo de 1984, todo o trabalho de investigação foi reformulado. No meio do ano, os crimes decresceram. Em agosto, dois criminosos presos confessaram os crimes. Porém eram farsantes, estavam mentindo.

Ajuda de um serial killer

Ted Bundy, um notório serial killer se ofereceu para ajudar o agente Keppel. Keppel aceitou a oferta chegando até mais tarde a escrever o livro “The riverman – Ted Bundy and I hunt for the Green River Killer” – “O homem do rio – Ted Bundy e eu caçando o Assassino do Rio Verde”. Segundo o agente, sua ajuda foi muito fundamental, oferecendo uma visão criminosa da mente de um assassino em série.

No fim do ano, a contagem de mortes atribuídas ao homicida era 31, além de 14 desaparecidas.

Em 85, corpos possuindo o mesmo padrão começaram a ser encontrados em outro estados.

O agente Douglas, re-examinando as evidências, achou que existiam dois serial killers, isso passou em sua cabeça pelo modo como os corpos eram dispostos: um deixava mais em áreas expostas, outro preocupava-se mais com a ocultação.

Um corpo foi encontrado. Mais um. Desta vez, apenas o corpo, sem a cabeça. A cabeça havia sido encontrada há muito tempo: dois anos antes.

A pressão da imprensa e dos cidadãos sobre a força-tarefa era imensa. Afinal, eram três anos com ondas de crimes sem solução, e nada do único resultado esperado: a captura do assassino. A força-tarefa chegou a ser ridicularizada.

Em 1987, a polícia voltou a suspeitar de Gary Ridgway. Muitas evidências o ligavam aos crimes. Mas, novamente, faltava uma prova e ele foi mais uma vez liberado.

Corpos ainda eram encontrados, mas de crimes ocorridos há muito tempo. Recentemente, não haviam mais desaparecimentos.

No ano de 1988, mortes de prostitutas, mais de 20, começaram a ocorrer na Califórnia, na cidade de San Diego. Suspeitou-se que o homicida do Green River pudesse ter se mudado de local.

Surge um novo suspeito, um ex-prisioneiro, agora estudante de Farmácia. Em sua casa, armas, cartões de crédito e carteiras de motoristas falsas. Mas falta provas. Pelo contrário, na investigação acharam foi álibis para ele.

Em 91, a “força-tarefa” já era de um homem apenas, pois os crimes haviam rareado. Mas a contagem já batia em quase 5 dezenas de mulheres assassinadas. Cerca de 15 milhões de dólares foram gastos na investigação. E nada…

O assassino com o tempo desapareceu, e por grande tempo o caso não foi solucionado.

Dez anos se passaram. Um novo xerife local, resolve reabrir o caso. Quem sabe, com a tecnologia superior e mais moderna.

Recolheu-se o sêmen encontrado no corpo de três vítimas daquele início dos anos 80. E o de alguns suspeitos, recolhido também anos antes. Entre estes, Gary Ridgway.

Em setembro de 2001, o laboratório confirma: o sêmen nas vítimas era o mesmo de Ridgway. Em novembro, ele foi pego. Estava trabalhando em uma companhia de informática. Naquele ano, havia tido um outro problema com prostitutas, um tempo antes da captura final.

Na época dos crimes, o sêmen indicava apenas o tipo sangüíneo do indivíduo. Ou seja, era muito pouco para provar. Servia apenas para descartar suspeitos, mas não para indicar ao culpado. Atualmente, o exame indicava DNA.

A confissão
Inicialmente, Gary Ridgway negou todas as acusações. Mesmo tendo sido interrogado por mais de 100 horas!

Para escapar da pena de morte, ele negociou a confissão. Em novembro de 2003 ele finalmente confessou, por escrito, dizendo cometer 48 assassinatos. Tornou-se, assim, oficialmente o serial killer mais prolífico dos EUA, superando Gerald Eugene Stano, que cometeu 41 assassinatos.

Essa negociação irritou muitos familiares de vítimas, assim como grande parte dos cidadãos. A pergunta no ar era: se um homem que matou 48 mulheres escaparia da pena de morte?

Contudo, havia a possibilidade de que fosse condenado à morte em outro estado. Assim, ele disse que matou todas no mesmo estado.

Listou os motivos para ter escolhido prostitutas como vítimas: porque eram vítimas fáceis e porque as detestava. E apontou um motivo curioso: porque queria ter sexo com elas sem ter que pagar.

Muitos suspeitam que o número de vítimas possa ser bem maior, apoiados na pré-suposição de que “um serial killer nunca pára de agir”.

A lista mais atualizada de vítimas mostra que o primeiro homicídio conhecido aconteceu em janeiro de 82. O segundo, em julho. Então, neste mês, ele começa a matar com frequência. No auge dos seus crimes, chegou a matar duas no mesmo dia. Em 84, os assassinatos diminuem até cessar. Ocorre um em 86 e um em 87. Então, mais um em 1990 e mais outro apenas 8 anos depois.

Há uma possível sobrevivente dele, que ele pode ter largado achando ter matado.

Gary Ridgway diz ser difícil lembrar-se de todas as vítimas. De muitas, não soube como se chamavam. E por serem tantas, de umas nem lembra o rosto!

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