sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Praga de 1918: A Gripe Espanhola

A gripe espanhola na verdade começou nos EUA durante a 1º Guerra Mundial. Ficou conhecida pelo grande numero de mortos que teve na Espanha. Ela atacou em 2 momentos primeiro apenas nos EUA e na Europa, e depois voltou letal, e se espalhou pelo mundo inteiro.

Foi uma das doenças mais devastadoras de todos os tempos, matou entre 20 a 100 milhões de pessoas, e acabou tão misteriosamente como surgiu.

As famílias deixavam os corpos de seus parentes nas portas de casa com medo de pegar a doença, e o governo passava nas casas a noite para recolher as vítimas.



Sintomas:

Você começava sentindo uma forte dor de cabeça. Seus olhos começavam a arder. Vinham os calafrios e você ia para a cama, enrolado em cobertores. Você adormecia sem repousar, delirando e tendo pesadelos à medida que a febre aumentava. E quando você começava a despertar, entrando num estado de semiconsciência, seus músculos doíam e sua cabeça latejava e, de alguma maneira, ficava sabendo aos poucos que, embora seu corpo gritasse debilmente "não", você caminhava para a morte. Isso podia durar alguns dias, ou algumas horas, mas nada podia deter o progresso da doença.

Médicos e enfermeiras aprenderam a reconhecer os sinais. Seu rosto assumia um tom castanho arroxeado escuro. Você começava a tossir sangue. Seus pés ficavam pretos. Por último, quando o fim já estava próximo, você sentia uma terrível falta de ar. Uma saliva tingida de sangue saía de sua boca. Você morria --afogado, na verdade-- à medida que seus pulmões enchiam-se de um líquido avermelhado.

Quando fosse fazer a autópsia, o médico observava que seus pulmões estavam pesados e encharcados em seu peito, saturados de um líquido sanguinolento ralo, inútil, como pequenos pedaços de fígado.


A Praga de 1918 matou mais gente do que Hitler, armas nucleares e todos os terroristas do mundo somados! A gripe levou até o Rei da Espanha Afonso XIII.


A Procura da Cura:


Nos EUA e no Japão, foram selecionados presos para testarem como a doença era contraída. Não se sabia que era um vírus que causava a doença. Eles pegavam presos que não tiveram contato com a gripe e após os testes, os presos teriam cumprido a dívida com a sociedade.
Borrifavam muco de pessoas doentes no nariz e nos olhos dos presos, injetavam sangue embaixo da pele e pediam para os doentes tossirem e espirrarem no rosto.
Nenhum dos presos americanos contraiu a doença. No Japão conseguiram ver que fluidos filtrados eram capazes de infectar as pessoas, forte indicação de que o agente infeccioso era um vírus, mas não conseguiram repetir os resultados.




Brasil:

No Brasil, a epidemia chegou no final de setembro de 1918: marinheiros que prestaram serviço militar em Dakar, na costa atlântica da África, desembarcaram doentes no porto de Recife. Em pouco mais de duas semanas, surgiram casos de gripe em outras cidades do Nordeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que era então a capital do país.
Só no Rio de Janeiro, foram registradas 14.348 mortes. Em São Paulo, outras 2.000 pessoas morreram.

Nenhum comentário: